Este artigo analisa a leitura de Michel Foucault sobre o cristianismo primitivo, focando na investigação da constituição da subjetividade cristã através das problemáticas da obediência e da vontade. A análise percorre a sistematização moral e teológica que define como a obediência torna-se um fim absoluto, e a teorização agostiniana sobre a libido e o pecado original. Com isto, busca-se apresentar uma grade de inteligibilidade de leitura às análises de Foucault sobre o cristianismo dos primeiros séculos.