Este artigo tem a finalidade de apresentar, nas suas linhas mais gerais, o papel desempenhado por Santo Agostinho no curso A hermenêutica do sujeito. Com isso, queremos enfatizar que a referência ao Bispo de Hipona é fundamental em vários aspectos no pensamento de Foucault a partir do momento em que os processos de assujeitamento são deslocados para a questão da subjetivação, ou seja, para o conjunto de técnicas que visam a estabelecer a relação do sujeito consigo mesmo. Aqui, se trata de situar a posição de Agostinho no interior da questão da memória e da meditação, mediada pelo confronto com o platonismo e com os estoicos, para mostrar em que medida Agostinho se aproxima e se afasta desses dois modelos.