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Dossier: «40 anos de A hermenêutica do sujeito»

Núm. 19 (2025): La cuestión antropológica

Desejo da verdade e verdade do desejo: a dissidência socrática

DOI
https://doi.org/10.5281/zenodo.18076120
Enviado
diciembre 29, 2025
Publicado
2025-12-29

Resumen

Seria a filosofia uma prática onde nossa forma de vida se torna objeto de disputa? O que é a filosofia, enquanto atividade que modifica o próprio corpo do agente implicado previamente em um movimento frente ao qual ele se reconhecia como mero espectador? Mais ainda: seria a verdade certa «experiência» de deslocamento do olhar que me permite descobrir que minha forma de vida é passível de conversão? O fato de Sócrates atestar nada saber revela algo sobre a natureza do conhecimento: a verdade não está nas palavras, o que importa são os efeitos que a verdade causa na forma como se vive. Partindo de uma leitura de Michel Foucault, tentaremos explorar a premissa: o socratismo talvez tenha a ver menos com o desejo da verdade do que com a verdade do desejo.

Citas

  1. COMITÊ INVISÍVEL. Aos nossos amigos e amigas. Baratas, São Paulo, 2015.
  2. FOUCAULT, Michel. A coragem da verdade. Trad. Eduardo Brandão. Martins Fontes, São Paulo, 2011.
  3. FOUCAULT, Michel. A hermenêutica do sujeito. Trad. Márcio Alves da Fonseca e Salma Tannus Muchail. Martins Fontes, São Paulo, 2010.
  4. GOLDMAN, Marcio. «Os tambores dos mortos e os tambores dos vivos. Etnografia, antropologia e política em Ilhéus, Bahia.» Revista de Antropologia, v.46 n.2, São Paulo, 2003.
  5. HADOT, Pierre. O que é a filosofia antiga? Trad. Dion Davi de Macedo. Loyola, São Paulo, 1999.
  6. PLATÃO. A república. Trad. Jacob Guinsburg. Perspectiva, São Paulo, 2006.
  7. RANCIÈRE, Jacques. A noite dos proletários. Trad. Marilda Pedreira. Cia das Letras, São Paulo, 1988.
  8. RANCIÈRE, Jacques. O desentendimento. Trad. Ângela Lopes. Ed. 34, São Paulo, 1996.