O que se busca desenvolver é o estabelecimento de uma espécie de exercício comparativo entre, de um lado, a educação fincada numa razão instrumental que se coaduna com a ideia do sujeito de conhecimento com uma identidade constituída e permanentemente a mesma e, de outro lado, uma educação outra, associada ao sujeito que se transfigura pela verdade, tornando-se outro, diferente de si mesmo. Dessa forma, a espiritualidade é tomada como chave de compreensão da educação na relação do sujeito com a verdade, numa perspectiva que, ao invés de buscar descobrir a verdade educativa ou depurar o conhecimento entre o falso e o verdadeiro, procura ensinar a pensar e, mais que isso, ensina a desobediência como concretização de uma prática espiritual.