Em defesa da morosidade: a ideia de romance em Ortega y Gasset

Jéferson Assumção
DOI: http://dx.doi.org/10.5281/zenodo.998180

Publicado:  2017-09-30.

Resumen

Em Meditaciones del Quijote (1914) e Ideias sobre la novela (1925) o filósofo espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955) passa dos campos da filosofia à teoria literária, chegando até mesmo à técnica da ficção. Tal perspectiva pode ser útil para um diálogo mais amplo entre os campos da filosofia e da escrita criativa. O artigo estabelece elementos para uma possível “arte do romance” a partir dessas obras de Ortega y Gasset. O autor espanhol considerava que o romance evoluiu enormemente com a obra de Miguel de Cervantes (1547-1616), passando a ser um “gênero moroso”, de atmosfera, ao contrário das narrativas tradicionais, da épica e dos romances de aventura focados na ação e nas peripécias mais que na “psicologia imaginária” dos personagens. O filósofo critica o que considerava ser o vício das narrativas antigas na “droga da imaginação”, ou elementos de fuga da realidade. O artigo aborda contribuições orteguianas para a arte do romance, concluindo com o que poderia ser uma linha crítica a alguns dos mais utilizados manuais de roteiro e escrita criativa atuais, geradores dos mesmos elementos outrora combatidos pelo filósofo

Palabras clave

Escrita criativa, romance, Ortega y Gasset, filosofia e literatura

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