Uma liberdade que se governa

Marcos Nalli


Enviado:   2020-06-19.   Aceptado:  2020-06-20.  Publicado:  2020-06-20.

Resumen

Considerando os textos foucaultianos que versam sobre o tema da relação entre liberdade e governo, principalmente seu curso de 1978/79, La naissance de la biopolitique, parece que a relação entre estes dois termos tem que ser colocada sob outras perspectivas que aquelas concebidas outrora em termos de usurpação e tirania. O ponto em questão para Foucault é o de perguntar por que, como e sob que condições aceitamos de bom grado ser governados; por que somos capazes de nos sujeitar a ser governados, problema geral do projeto de uma história política da governamentalidade, em tempos neoliberais. O que já implica uma ideia embaraçosa de liberdade, de um vínculo íntimo entre liberdade e governo, de exigir para si uma condição autosenhorial ao mesmo tempo que, numa relação paradoxal, se coloca em subjugo. Tentaremos esboçar alguns contrapontos críticos a esta relação, principalmente a partir da noção de sociedade civil e da leitura da revolta iraniana.

 

Palabras clave

Liberdade; Governo; Homo oeconomicus; Sociedade civil; Revolta

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Referencias


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